Fábulas

O MÁGICO E O CAMUNDONGO

sublimespalavrasdeamor


Diz uma antiga fábula que um camundongo 

vivia angustiado com medo do gato.

Um mágico teve pena dele e o 

transformou em gato.


Mas aí ele ficou com medo de cão, 

por isso o mágico o 

transformou em pantera.

Então ele começou a temer os caçadores.

Nessa altura o mágico desistiu.
Transformou-o em camundongo novamente 
e disse:

- Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, 

porque você tem apenas

a coragem de um camundongo.

É preciso coragem

 para romper com um projeto 

que nos é imposto.

Mas saiba que a

coragem não é a ausência do medo; 

é sim, a capacidade de

avançar 

apesar do medo;

caminhar para a frente e

enfrentar as adversidades,

vencendo os medos.


É isto que devemos fazer!


Ensinamento:_ 



Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos.Assim, jamais chegaremos aos lugares que tanto almejamos em nossas vidas...

Desconheço o Nome do(a) Autor(a)

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A LIÇÃO DO CAVALO



Conta-se que um fazendeiro, dono de excelentes cavalos de muita valia nos trabalhos de sua propriedade rural, recebeu um dia a notícia de que o preferido dele, um alazão forte e muito bonito, havia caído num poço abandonado.

O capataz que lhe trouxe a má notícia estava desolado porque o poço era muito fundo e pouco largo e não havia como tirar o animal de lá, apesar de todos os esforços dos peões da fazenda.

O fazendeiro foi até o local, tomou tento da situação e concordou com seu capataz: não havia mais o que fazer, embora o animal não estivesse machucado. Não achou que valia a pena resgatá-lo, ia ser demorado e custaria muito dinheiro.

Já que está no buraco- disse o capataz- você acabe de enterrá-lo, jogando terra em cima dele. Virou as costas, preocupado com seus negócios e os peões de imediato começaram a cumprir sua ordem. Cinco homens, sob o comando do capataz, atiravam terra dentro do buraco, em cima do cavalo.

A cada pazada, o alazão se sacudia todo a a terra ia se depositando no fundo do poço seco. Os homens ficaram admirados com a esperteza do animal: a terra ia enchendo o poço e o cavalo subindo em cima dela!

Não  demorou muito e o animal já estava com a cabeça aparecendo na saída do poço; mais algumas pazadas de terra e ele saltou fora, sacudindo e relinchando, feliz!

Ensinamento_ Não aceite a terra que jogam sobre você os que querem enterrá-lo em vida; reaja com confiança, mexa-se, procure o seu espaço, suba sobre essa terra e aproveite para subir cada vez mais, agradecendo os que, pensando feri-lo, estão lhe dando oportunidade de crescer material e espiritualmente. Quando pensarem que você   " já era ", a sua vitória será ainda mais espetacular.

Arrisque! Viver é arriscar. O homem que vai mais longe é o que, em geral, está disposto a fazer e a arriscar.

                                                                      Desconheço o nome do(a) Autor(a)



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OS VIAJANTES E O TESOURO



Dois homens viajavam juntos ao longo de uma estrada, quando um deles encontrou uma bolsa cheia de alguma coisa. Ao que exclamou_" Veja que sorte a minha, encontrei uma bolsa e a julgar pelo peso e chocalhado, deve estar cheia de moedas de ouro..."
E lhe diz o companheiro:-
" _Não diga encontrei uma bolsa; mas, nós encontramos uma bolsa, e quanta sorte temos. Afinal de contas, amigos de viagem devem compartilhar as tristezas e alegrias da estrada...
O " sortudo " claro, tomado pela ganância, não pensa duas vezes quando se nega a dividir o achado.  
Então, de repente, escutam gritos vindos de uma turba de homens armados com porretes, que estrada abaixo, caminham a passos largos na direção deles enquanto bradam enfurecidos:
" _ Pega ladrão, pega ladrão! 
O viajante " sortudo ", então, tomado pelo pânico, se volta para o companheiro e diz:
" _ "Estamos perdidos se encontrarem essa bolsa de moedas conosco..."
Ao que replica o outro:
" _ Você não disse NÓS antes. Assim, agora fique com o que é seu e diga, eu estou perdido...

Ensinamento_ Não devemos exigir que alguém seja solidário em nossas desventuras, quando não lhes compartilhamos, também, as nossas alegrias.
                                                     Desconheço o nome do(a) Autor(a)


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O REI E A PINTURA

Certa vez um rei teve que escolher entre duas pinturas, qual mais representava a paz perfeita.
primeira era um lago muito tranquilo, este lago era um espelho perfeito onde se refletiam algumas plácidas montanhas  e  o que rodeava sobre elas encontrava-se num céu muito azul com nuvens brancas.
Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.
Já a segunda pintura também tinha montanhas mas, eram escabrosas e não tinham uma só planta, o céu era escuro, tenebroso e dele saíam faíscas de raios e trovões. Tudo isto era pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás de uma cascata havia um pequeno galho saindo de uma fenda na rocha.
Neste galho encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho, calmamente, no ninho. Paz perfeita!
O rei escolheu a segunda pintura e explicou:
" Paz não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos e tranquilos em nosso coração.


" Este é o verdadeiro significado da paz! "

                                                            Desconheço o Nome do(a) Autor(a)



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A SABE TUDO

Sabe-tudo era o apelido pelo qual todos os habitantes do bosque conheciam a tartaruga. Quem tivesse algum problema a resolver ou dúvida para esclarecer era só ir à casinha da Sabe-tudo, para ver seu caso resolvido.
Para dizer a verdade, a tartaruga passava as suas horas livres consultando livros e enciclopédias. Interessava-se por todos os temas existentes e por existir. Que curiosidade insaciável tinha ela!
- Desculpe-me, tartaruga, mas eu estava interessada em conhecer a ilha de Ceilão e... Diz timidamente a raposa.
- ... E não consegue encontrar a resposta, não é verdade? Bem, não se preocupe que já lhe explico, querida amiga, responde a tartaruga, com sua tradicional amabilidade. Vejamos. A ilha de Ceilão está situada no Oceano Índico, ao sul da Península Indostânica ou da atual Índia. Esclarecida a dúvida?
- Oh, obrigada, obrigada, Sabe... Quer dizer, amiga tartaruga! Responde embaraçada a raposa.
A Sabe-tudo sorri compreensiva. É claro que conhece a alcunha que os seus vizinhos lhe puseram. Isso não a incomoda, pois adivinha o sentimento de admiração que se esconde por trás dela.
Os anos passam e os conhecimentos da tartaruga tornam-se imensos, a tal ponto que ela começa a tornar-se exigente e crítica com os seus vizinhos. Com mania de perfeição, torna insuportável a vida dos outros. De uma amiga brilhante e admirada por todos converte-se em uma criatura amarga e insatisfeita que, além disso, recebe a hostilidade de quem a rodeia.

A modéstia é uma virtude muito necessária, sobretudo para aqueles superdotados, que se destacam pelo seu próprio brilho. Sem a modéstia, o conhecimento é inútil, pois não será repartido com os outros que o têm em menor quantidade.

                                                                          Desconheço o Nome do(a) Autor(a)




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A ANDORINHA E AS OUTRAS AVES




Estavam os homens a semear linho e, ao vê-los, disse a Andorinha aos outros pássaros:
_ Para nosso mal fazem os homens esta seara, que desta semente nascerá linho, e dele farão redes e laços para nos prenderem o melhor será destruirmos a linhaça e a erva que dali nascer, para estarmos seguras.
As aves riram-se muito deste conselho e não quiseram segui-la. 
Vendo isto, a Andorinha fez as pazes com os homens e foi viver em suas casas.
Algum tempo depois, os homens fizeram redes e instrumentos de caça, com os quais apanharam e prenderam todas as outras aves poupando, apenas, a Andorinha. 

Ensinamento:- A Andorinha representa o homem prudente que fica livre de dificuldades se consegue antecipá-las. Os que querem viver a seu gosto, sem ouvirem conselhos nem preverem o mal que está por vir, são caçados e castigados devido a sua ignorância.

                                                          Desconheço o Nome do(a) Autor(a)




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O HOMEM E A SUA CRUZ




Um certo moço foi convidado a fazer uma jornada para o paraíso.
Para chegar até o paraíso, ele deveria carregar uma cruz nas costas.
E lhe puseram a cruz nas costas e ele achou um pouco pesada.
Mas tudo bem, dava para carregar. 
Disseram para ele: " Você vai por este caminho reto e vai sempre subindo, sempre subindo até o topo."
Nunca deixe a tua cruz no meio do caminho.
Vai até o fim, carregando a tua cruz. Ele começou.
A princípio, a cruz não incomodava.
Mas conforme ele foi andando, o ombro começou a doer e ele foi trocando a cruz, ora para o lado direito, ora para o lado esquerdo.
O ombro estava machucando e ele foi carregando, carregando.
Parava um pouquinho e pensava:        
" Pôxa, até quando eu vou ter que carregar esta cruz? Será que falta muito para chegar?" E ele olhava no topo e o topo parecia muito distante.
Então, ele teve a ideia de cortar um pedaço da cruz.
Porque ele dizia: " Esta cruz é grande demais. Esta cruz não precisa ser desse tamanho." Então, ele foi à ponta da cruz e cortou, mais ou menos, meio metro. 
Colocou novamente a cruz sobre os ombros e ela pareceu mais leve.
E ele falou: " Agora dá para carregar."
Ele continuou subindo por aquele caminho.
Deveria chegar até o topo.
Depois de andar alguns quilômetros, a cruz lhe pareceu excessivamente pesada.
Ele disse: " Eu estou com as pernas doendo, os pés inchados e esta cruz é muito pesada, se eu cortar mais um pedaço dela, vai ficar mais fácil para eu carregar." Então ele cortou mais um pedaço da cruz, colocou nos ombros e novamente foi carregando.
E assim foi.
Ele notou que como a sua cruz havia se tornado mais leve, ele andava mais depressa do que as outras pessoas que também estavam carregando as suas cruzes, porém, intactas.
Ninguém havia cortado a cruz.
Somente ele. Ele se sentiu esperto e inteligente.
Ele sorria de satisfação consigo mesmo dizendo:
" Eu vou ser o primeiro a chegar." Mas andando alguns quilômetros acima, o corpo todo dolorido, cansado e com sede ele pensou: 
" Esta cruz ainda está muito grande e eu não vou me atrasar.Eu vou cortar mais um pedaço dela."  E cortou mais um pedaço de cada lado e diminuiu mais ainda a sua cruz.
Percebendo que a cruz estava leve, colocou-a no ombro e foi carregando.
Ele foi passando a frente de todo mundo que, com dificuldade, carregava a sua cruz.
Ele foi o primeiro a chegar ao topo.
Ficou todo feliz ao chegar ao topo.
Mas percebeu que o topo era o fim do caminho.
Havia um rio e do outro lado do rio, o caminho continuava.
Ele ficou observando aquele precipício até que chegou um dos que carregavam a sua cruz.
E esta pessoa pegou a sua cruz e, usando como ponte, colocou-a sobre o rio, de uma a outra extremidade do abismo, e foi andando por cima da cruz, usando-a como ponte.
Ele percebeu então que o cumprimento da cruz havia sido calculado para que as pessoas que chegassem ao final da caminhada pudessem fazer a travessia.
Ele percebeu, tardiamente, que a sua cruz agora não servia para fazer a ponte, porque ele havia cortado-a várias vezes e diminuído a sua cruz.
Os outros que foram chegando, colocavam suas cruzes, faziam uma ponte e atravessavam por cima dela.
Ele resolveu tentar assim mesmo, com a sua cruz reduzida.
Ele tentou fazer uma ponte e encontrou um lugar onde era possível_na beiradinha, na beiradinha_ apoiar a sua cruz.
Ele acreditou que dava para fazer a travessia e ao pisar sobre a cruz, usando como ponte, a cruz que estava apoiada numa parte muito pequena, do outro lado, rompeu com a rocha.
A cruz despencou no rio, ele caiu e veio a se perder na correnteza.

O Senhor Jesus disse:-
" Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz e siga-me." Existe uma cruz para ser carregada.
É uma cruz que o próprio Senhor Jesus carregou.
Ele não recusou  a cruz e suportou a cruz.
Ele não reduziu um só pedaço da cruz.
O evangelho declara que aquela cruz não era feita de madeira e sim de pecados e que Cristo levou para si as nossas dores, as nossas enfermidades, as nossas iniquidades.
O Senhor Jesus não tirou um só pedaço da cruz.
Ele não recusou o pecado de uma só pessoa.
E assumiu o pecado de toda a humanidade.
Quando o Senhor Jesus diz:-
" Se alguém quer vir após mim, tome a cada dia a sua cruz e siga-me."  Ele sabe do que está falando.
Pois a cruz não é para ser carregada de vez em quando.
Pois, o próprio Senhor Jesus especificou:- " Tome a cada dia."
No final, você vai conseguir fazer a grande travessia que vai te conduzir para a vida eterna.


                          Desconheço o Nome do(a) Autor(a)



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O PARTO DA MONTANHA



Há muitos e muitos anos uma montanha começou a fazer um barulhão. 
As pessoas acharam que era porque ela ia ter um filho.
Veio gente de longe e de perto, e se formou uma grande multidão querendo ver o que ia nascer da montanha.

Bobos e sabidos, todos tinham palpites.
Os dias foram passando, as semanas foram passando e no fim os meses foram passando, e o barulho da montanha aumentava cada vez mais.

Os palpites das pessoas foram ficando cada vez mais malucos. Alguns diziam que o mundo ia acabar.

Um belo dia o barulho ficou fortíssimo, a montanha tremeu toda e depois rachou num rugido de arrepiar os cabelos. As pessoas nem respiravam de medo.
De repente, do meio do pó e do barulho, apareceu...um rato.

Moral:- Nem sempre as promessas magníficas dão resultados impressionantes.

                                                                                                                                 Fábulas de Esopo


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O LADRÃO E O CÃO DE GUARDA



Um ladrão, desejando entrar à noite numa casa para roubar, deparou-se com um cão que com os seus latidos o impedia.
O cauteloso ladrão, para apaziguar o cão, lançou-lhe um bocado de pão mas o cão disse:- 
_ Bem sei que me dás este pão para que eu me cale e te deixe roubar a casa, não porque gostes de mim. Mas...já que é o dono da casa que me sustenta toda a vida, não vou deixar de ladrar enquanto não fores embora ou até que ele acorde e te venha afugentar. Não quero que este bocado de pão me custe morrer de fome o resto da vida.

Ensinamento_  Quem se fia em palavras lisonjeiras, acha-se no fim enganado. Mas, quem suspeita das ofertas e das palavras de lisonjeio, não se deixa enganar.
            
Fábula de Isopo

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VÊNUS E A GATA


Uma gata se apaixonou por um rapaz e pediu por favor a Vênus que fizesse com que ela virasse moça, pois achava que assim podia conquistar o rapaz.
A paixão era tanta que a deusa ficou com pena e transformou a gata numa linda garota.
O rapaz se apaixonou por ela no mesmo instante e pouco depois os dois se casaram.
Um dia Vênus resolveu verificar se a gata tinha mudado por fora e mandou um rato passear pelo quarto onde estava o casal.
A garota, completamente esquecida de quem era, correu atrás do rato para agarrar o bicho. Parecia que estava querendo comer o rato na mesma hora.
A deusa, vendo aquilo, ficou tão chateada que imediatamente transformou a moça de novo em gata.

Ensinamento: A aparência pode ser mudada, mas a natureza não.
                                   Do Livro Fábulas do Esopo- Companhia das Letrinhas 



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A MENINA DO LEITE



menina era só alegria.
Era a primeira vez que iria a cidade, vender o leite de sua querida vaquinha.
Colocou sua melhor roupa, um belo vestido azul e partiu pela estrada com a lata de leite na cabeça.
Ao caminhar, o leite chacoalhava dentro da lata.
A menina também, não conseguia parar de pensar.
" Vou vender o leite e comprar ovos, uma dúzia."
depois, choco os ovos e ganho uma dúzia de pintinhos."
" Quando os pintinhos crescerem, terei bonitos galos e galinhas."
" Vendo os galos e crio as galinhas, que são ótimas para botar ovos."
" Choco os ovos e terei mais galos e galinhas."
"  Vendo tudo e compro uma cabrita e algumas porcas."
" Se cada porca me der três leitõezinhos, vendo dois, fico com um e..."
A menina estava tão distraída  em seus pensamentos, que tropeçou numa pedra, perdeu o equilíbrio e levou um tombo.
Lá se foi o leite branquinho pelo chão.
E os ovos, os pintinhos, os galos, as galinhas, os cabritos, as porcas e os leitõezinhos pelos ares.

Moral da história:- Não se deve contar com uma coisa antes de consegui-la.
Desconheço o Nome do(a) Autor(a)
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O CÃO E A CARNE

                              


Era uma vez um cão que ia atravessando um rio; levava na boca um suculento pedaço de carne. 
Porém, viu na água do rio a sombra da carne, que era muito maior.
Prontamente ele largou seu pedaço de carne e mergulhou no rio para pegar o maior. 
Nadou, nadou e não achou nada e ainda perdeu o pedaço que levava.

Moral da história:- Nunca deixes o certo pelo duvidoso. De todas as fraquezas humanas a cobiça é a mais comum e é todavia a mais castigada.

Desconheço o Nome do(a) Autor(a)


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UM TESOURO LACRADO


Um oficial de cavalaria, precisando de dinheiro para pagar as sua dívidas, decidiu vender um velho anel de família.
Colocou-o em um estojo de couro vermelho e mandou-o pelo correio a um negociante de jóias de sua cidade natal, um velho chamado Schurz.
Na esperança de conseguir muitas moedas, enviou com o anel uma seguinte nota:
" Se quiser pagar 3.000 moedas por este anel, fique com ele. Caso contrário, devolva-me a joia imediatamente. Não vendo absolutamente por menos ".
Mas o negociante, menosprezando a nota do oficial, respondeu por telegrama:
" Anel não vale 3.000 moedas. Ofereço 2.000."
O oficial, furioso, replicou:
" Nada de pechinchas. Três mil".
O negociante não se deu por vencido, e tornou a telegrafar:
" Ofereço 2.500 moedas. Positivamente, nem uma moeda mais ".
A essa altura, o oficial a ponto de perder a paciência, telegrafou:
" Peço 3 mil. Devolva o anel imediatamente ".
Poucos dias depois, o oficial recebeu um pacote registrado, em que encontrou o estojo de couro cuidadosamente amarrado, acompanhado de uma nota:
" Como perito, afirmo-lhe que o anel não vale 3 mil moedas. Ninguém lhe dará tanto, mas, como sou seu amigo, ofereço-lhe 2.800. É a  minha oferta final. Se quiser vender o anel por esse preço, não abra o estojo; basta que torne a enviá-lo como está. Caso contrário, fique com o anel, que não me interessa".
O oficial, exasperado, ainda tinha esperança de vender o anel pelas 3 mil moedas, decidiu
procurar outro comprador qualquer, e abriu o estojo. Em lugar do anel, encontrou outra nota, que dizia:
" Está bem, está bem, não se irrite. Eu pago as 3 mil moedas ".



Ensinamento:- Assim, o que nos restará se perdermos a esperança? É triste dizê-lo, mas a verdade é que a esperança está seriamente debilitada em nossos tempos. A incredulidade pode ser encontrada nos livros, nos homens, nas coisas, no ar que respiramos. O hálito do ceticismo empesta a atmosfera de modo que, para não ser atingido pelo contágio, o homem precisa fortalecer-se continuamente com a esperança. Recolha-se dentro de si mesmo e olhe. E se ainda não te achares esperançoso, age como faz o criador de uma estátua que a queira bela: ele corta aqui, alisa ali, torna esta linha mais leve, aquela outra mais pura, até que de sua obra brote um lindo rosto. Assim devemos fazer também: cortar tudo que é excessivo, acertar tudo que esteja torto, iluminar tudo que esteja sombrio, trabalhar para transformar tudo em um único fulgor de beleza e não parar nunca de esculpir nossa estátua. 

" Vi flores nascerem em lugares pedregosos ". disse John Masefiled " e coisas gentis feitas por pessoas de rosto feio, e a copa de ouro conquistada pelo pior cavalo nas corridas,assim,eu também tenho esperança ".
                                                        Marcio  Kühne 








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